terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Capitu


'olhos de cigana oblíqua e dissimulada'.

Luiz Fernando Carvalho, diretor de produções irreverentes, como Hoje é Dia de Maria e A Pedra do Reino, aposta agora na microssérie Capitu, baseada na obra de um dos maiores escritores de Língua Portuguesa ( e aniversariante de 100 anos de morte 0.0). Segundo o autor, um dos objetivos da produção é tornar o tão temido ( e odiado) Machado de Assis uma espécie de ícone pop (guardadas as devidas proporções da livre interpretação da autora do blog).Eu duvidei...e já não duvido mais. Trilha sonora que passeia pelo convencional e batido, atingindo pontos inesperados de um rock nunca visto nessas bandas televisivo-globais-de-época.Alías, se a onda é apostar nas produções teatrais, abusando de cenários à la Lars Von Trier(leia-se muito chão e pouca mobília) e figurinos Moulin rouge(e que belos figurinos), Capitu não só surpreende como agrada...narração em off muito bem feita ( ainda que os críticos não gostem) e um texto de tirar o fôlego ..detalhista até a última vírgula...

Falar mal da Globo é modinha...assim como os grandes impérios, a deusa platinada tem lá seus problemas.Nada que não possa ser superado ..espectadores sao facilmente convencidos...só investir pesado numa produção impecável como esta e tudo fica resolvido..podem manipular a vontade...e pra aproveitar a deixa e não perder o clichê da vez ..será que vão defender a ingenuidade de Bentinho ( na minha terra chama é de cornus mansus, do latim : frouxo) ou a saliência de Capitu? façam suas apostas...Machado agradece a audiência...

5 comentários:

Guilherme Ferreira disse...

cornus mansus, hahahahahaha
pra variar, sigo com outro clichê: "esse mundo tá perdido".

Cecília disse...

posso dizer uma coisa? li esse seu post e muito me pareceu uma coluna de uma revista. já te disseram que você nasceu pra ser jornalista?

Rayza Fontes disse...

e você pra ser poeta, cecília...rimando até nos comentários

Wendell Máximo disse...

É impressionante sua capacidade de imprimir em cada palavra (e entrelinha!) sua marca pessoal. Parabéns pelo artigo, pelo blog, pelo amor às letras e capacidade de manter a imparcialidade mesmo quando o assunto é Capitu.
Machado ficaria orgulhoso. Mas não tanto quanto eu.

Anônimo disse...

Bentinho era gay.